Na cada vez mais complexa liturgia do vinho, Robert the wine advocate Parker opera milagres. Reza a lenda que Robert the wine apostle Parker, contra a unânime opinião de todos os críticos e especialistas franceses, qualificou como "soberba" a obscura safra de 1982 de Bordeaux. Quando estes vinhos atingiram o estágio de prontos-para- beber, o mundo calou-se de espanto diante da revelação proporcionada por aquelas garrafas. Confirmada a profecia, todas as garrafas que os dedos de Robert midas Parker passaram a tocar desde então transformaram-se imediatamente em ouro para seus produtores.Mas a maior das façanhas atribuídas a Robert the father, the son, and the holy ghost Parker ainda estaria por vir. A Robert jesus Parker é atribuída a responsabilidade de ter ensinado os americanos a beber vinho. O que, considerando a dimensão e a sede do mercado norte-americano, equivale à reversão do bíblico milagre da transformação da água em vinho operada por ocasião das bodas de Canaã.
O fato é que Robert Parker andou lendo este blog. Só encontro esta explicação para a recente coincidência de opiniões entre o Santo e este pobre pecador que vos escreve. Em entrevista à imprensa brasileira, Robert Parker andou declarando que o vinho bom é aquele que você gosta, que ótimos vinhos encontram-se em todas as partes do mundo e que, ora vejam, a razão para que se pague mais de 100 dólares por um vinho não é outra senão a de adquirir a experiência necessária para identificar os maravilhosos vinhos que situam-se na faixa de 15 a 35 dólares. Touché.
Recém-convertido ao inconsciente coletivo enológico mundial, junto-me à legião de seguidores do maior dos profetas. Como testemunha fiel que sou, declaro, em pleno juízo, que Robert amém Parker já degustou de tudo, Robert amém Parker tudo sabe, tudo ouve, tudo vê, Robert amém Parker multiplicou os pães, Robert amém Parker andou sobre as águas, Robert amém Parker ressuscitou Lázaro, Robert amém Parker...
